12/06/2012

Following its announced death, the Brazilian collective is presented for the first time in the United States


Immoderate Bodies – Couve-Flor Video Performances
by Couve-Flor collective (Brazil)

December 14, 2012 - January 5, 2013

chashama Gallery
461 W. 126th Street - New York, NY 10027
(between Amsterdam and Morningside Ave.) 

Opening Reception:
Friday, December 14, 6 - 8 pm

Gallery Hours: 
Tuesday - Sunday, 1 - 6 pm, or by appointment at cristianebouger@gmail.com
Closed on Sunday, December 16.

Following its announced death, the Brazilian collective is presented for the first time in the United States

In the end of 2011, after seven years of intense exchange and production, the members of Couve-Flor – Minicomunidade Artística Mundial publicly announced the death of their collective. Seven personal letters written by the artists to their artistic community on facebook addressed the reasons and feelings about the end of Couve-Flor, which was scheduled to occur in December 2012. 
Following its announced dissolution, Couve-Flor’s first exhibition presented in the USA comprises a selection of seven works created for the camera between 2003 and 2012. The videos depict the body as a central potency of tension, desire, memory, alteration and irony in dialogue with cultural archetypes, fetishes, anthropology, loss and eroticism. This exhibition is part of the celebratory events that mark the end of Couve-Flor and its profuse partnership. 

About Couve-Flor:

Formed in 2006 by seven independent artists who currently live and work in different cities such as New York, Miami, Berlin, Salvador and Curitiba, Couve-Flor is composed by Cândida Monte, Cristiane Bouger, Elisabete Finger, Gustavo Bitencourt, Michelle Moura, Neto Machado and Ricardo Marinelli.
Working individually as well as in collaboration, Couve-Flor artists’ intertwines contemporary dance, visual arts, critical writing, theater and performance. Their live performances and video works have been presented in Brazil, the USA, France, Germany, Portugal, Spain, Romania, South Africa, Peru, Martinique, Equator, Uruguay and Cuba.




(Stills in order of appearance: Simpatia Full Time, by Cândida Monte, Stéphany Matannó and Giorgia Conceição. Photography by Ata Hostin, 2010; Closer, by Cristiane Bouger. Photography by Roger Regner, 2007; and Dread, by Michelle Moura. Photography by Alessandra Haro, 2008.)


8/04/2011

Walk East - Poemas Eróticos de Norma Kluster - em Curitiba!

II MOSTRA DE REPERTÓRIO COUVE-FLOR. 
11 de agosto as 20h, no Teatro Cleon Jacques




WALK EAST — POEMAS ERÓTICOS DE NORMA KLUSTER / CAPÍTULO I — NOTAS SOBRE A AUSÊNCIA | de Cristiane BougerA ausência e a morte são os aspectos condutores do trabalho, o qual é constituído de pequenos ritos de passagem. Através de um estudo sobre desejo, ficção, amor e memória, Bouger interrelaciona o processo de maturação e morte de seus ideais românticos com o reconhecimento da influência de um irmão mais velho que foi assassinado.
Criação e Performance: Cristiane Bouger
Assistente de Direção (2007): Sueli Rocha
Consultoria de Movimento (2011): Elisabete Finger
Direção de Fotografia: Roger Regner
Assistente de Vídeo: Korcea Farley
Edição de Vídeo: Marco Caruso
Trilha Sonora Original para Vídeo: Gustavo Bitencourt



na mesma noite:


LINHAS (DE PENSAMENTO) #2 OU A TAREFA DE DIZER COISAS IMPORTANTES PARA PESSOAS ROMÂNTICAS | de Michelle Moura
Michelle resgata esse trabalho de 2005 quando queria revelar o modo como inter-relacionava percepções sobre aquele lugar e imaginações. Agora, ela e a artista Margit Leisner se propõem a habitar esse lugar, e re-posicionar suas percepções, emoções e (i)materialidade.
Concepção: Michelle Moura
Execução: Margit Leisner e Michelle Moura
Produção: Wellington Guiti
Agradecimentos as pessoas que participaram e colaboraram na versão de 2005: Karenina de Los Santos, Elisabete Finger, Stephany Matanó, Lauro Borges.


7/28/2011

Cristiane Bouger - Palestra no Museu Victor Meirelles, Florianopolis



O Museu Victor Meirelles por meio do Projeto Agenda Cultural em parceria a Contemporão realizará no dia 02 de agosto, às 19h, a palestra “Performance no Acervo – Uma Transformação Ontológica?”, com a artista Cristiane Bouger.

Na última década a performance ganhou interesse renovado com exposições, bienais, festivais e mostras dedicadas a pensar a sua história e seu futuro. A relação entre a performance e as estruturas formais capazes de redimensionar a visibilidade desta forma de arte revela que as práticas artísticas e políticas se reescrevem e se redefinem não apenas na aproximação com o observador, mas também pelas concessões com o mercado e com as instituições. Tomando por base (não exclusiva) o contexto de Nova York, abordarei o reenactment como prática, a aquisição de performances pelos acervos dos museus e a influência das novas mídias sociais e tecnologias digitais na aproximação entre performance e observador. Buscarei levantar questões sobre como a performance têm se aproximado do mercado institucional e o quanto isso transforma seu aspecto estrutural e ontológico, ao mesmo tempo em que cria desafios e redefine o papel dos museus e das instituições em questão.




http://museuvictormeirelles.blogspot.com/2011/07/palestra-performance-no-acervo-uma.html

Sobre o Ocupações Performáticas com Angelo Luz e Ricardo Corona

http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1151663

7/27/2011

3ª EDIÇÃO OCUPAÇÕES PERFORMÁTICAS




com Angelo Luz e Ricardo Corona

CAFOFO COUVE-FLOR - Curitiba/PR
28 de julho de 2011 - 20hs

  
Curadoria de Cristiane Bouger

A perspectiva curatorial para a 3ª edição do Ocupações Performáticas se revela tanto na opção pelo hibridismo de linguagem presente na carreira dos artistas convidados, quanto na intenção de aproximar poetas e performers. Ainda que a poesia  e a performance possam se valer de estruturas formais (como a métrica ou o uso do espaço institucional)  ambas as linguagens absolvem-se da necessidade de comunicar significados estanques e da ansiedade de fazer-se compreender por vias estritas. Isso exige não apenas uma postura diferenciada do artista com relação a sua linguagem e obra, mas também oferece um salto no escuro a quem percepciona tais proposições poéticas e performáticas, já que a expectativa por uma compreensão lógica e linear é geralmente frustrada neste tipo de experiência. 

Embora exerça escolhas ao delinear um determinado recorte para a esta edição do Ocupações Performáticas, opto por não propagar nenhuma hierarquia de proposições ou temática. O evento será construído no cruzamento dos  interesses da curadoria e dos artistas, criando um diálogo que aproximará investigações nas duas vias.

Neste sentido, interesso-me por como a produção dos convidados será apresentada aos visitantes, por como potencializar na experiência sensorial dos participantes os conceitos sobre itinerância e territorialidade presentes na pesquisa de Angelo Luz, assim como a poética da afetividade e etnopoesia evidenciadas na performance de Ricardo Corona.

Cristiane Bouger desenvolve trabalhos híbridos, construídos a partir de relações entre performance, instalação, dança contemporânea, teatro experimental, texto, poesia e vídeo. Seus trabalhos refletem questões relacionadas ao corpo, biografia, cultura e política e já foram apresentados no Brasil, Estados Unidos, Romênia, Espanha, França e África do Sul.
Cristiane Bouger foi membro do conselho editorial da revista Relâche - Casa Hoffmann (2003-2004), escritora colaboradora para a PERFORMA 09 – The Third New Visual Art Performance Biennial, em Nova York e escritora contribuinte para o Movement Research durante a residência Moving Dialogue: A Bucharest/New York Dance Exchange (2010-2011). Na última década, publicou aproximadamente trinta artigos e entrevistas em livros, revistas, periódicos e jornais no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra. Vive e trabalha em Nova York.


PROGRAMA

PORKHEAD
performance de ANGELO LUZ

O porco é um assunto muito atual. Imundo, vive na lama. É indistinto, vulgar. O porco não tem valores e ideais, grande pertinência nesses dias. Enquanto vivo não se pode conviver com o porco e suas animalidades. Mas o que faz dele um hit é sempre sua morte. Aí o porco vira rei. Colocam-lhe um manto dourado e uma maçã, e ele vai para o centro do ritual, onde é devorado, como foram devorados Artaud e Oiticica, como a arte brasileira é assim devoradora. Não seria o porco uma ironia? O porco é paradigma. PORKHEAD é um trabalho sobre a trajetória do porco na arte contemporânea, como performance e seus desdobramentos formais.  

Além de PORKHEAD serão apresentados os trabalhos SOMETHING TO REMEMBER (2011),  TRABALHO MANUAL (2011)  e MATÉRIA REAL (2010).

Angelo Luz (1982) é um artista concentrado no aspecto híbrido da arte contemporânea. O trânsito entre a dança, o teatro e as artes visuais iniciado em 2004 aponta para trabalhos de performance, instalação, arte conceitual, vídeo, fotografia e noise music, publicando também artigos nos âmbitos da performance e dança contemporânea. Como performer e bailarino participou de mostras e residências no Brasil, Estados Unidos, Itália, Alemanha e Holanda. Em 2010/2011 foi integrante do exchange programm da Stâdelschule de Frankfurt Am Main e atualmente é bolsista da Bolsa Produção para as artes visuais #5 da Fundação Cultural de Curitiba. 


carretel curare
etnoperformance de RICARDO CORONA

“Entxeiwi” quer dizer “bom dia” na língua dos Xetá – indígenas que faziam deste lugar sua morada antes deste lugar ser território e lei. Tikuein, o último falante da língua xetá, com essa expressão, iniciava um rito cotidiano e solitário de falar a sua língua. Ninguém mais falava a língua xetá e ele decidiu exercitá-la com o espelho.......................................................................Foi em incessante relação com esse gesto e lugar tartamudo que escrevi um poema-livro chamado Curare. O poema é linha dispersa desse lugar de afeto. Uma relação singular, na qual o sentido se fez presença pelo informe no fragmento poético e contra a força centrípeta que atrai a diversidade para uma grade formal. Dediquei-me a criar uma cosmogonia nômade cuja linha se relaciona e se estende deste lugar sensível – que é devir – na fala gaga de Tikuein diante do espelho.............................................Sinto que o espaço da performance é outro lugar de potência dessa linha, lugar para onde o poema pratica sua força centrífuga. De dentro para fora. A ação de Carretel curare é, então, esticamento desta linha e gesto ethos de ler o poema somente com um carretel cuja linha, à língua, é o meu ritual para entrar em relação com esse lugar de fala tartamuda...............................................Jerome Rothenberg sugere que as culturas complexas, seus mundos sensíveis nos ajudem a compreender melhor o lugar em que estamos agora.
  
Além de carretel curare serão apresentados os poemas sonoros TUNGU BALL (2007), JA MA LA (2007), NIVA (2007), PESSOA RUIM (2001), DUCHAMPOEMACHANG (2001) e um poema sem título (2007).


Ricardo Corona atua nos temas poesia contemporânea brasileira e hispano-americana, estudos de relação entre as áreas artísticas (performance, poesia sonora, artes visuais), linguagem e cultura. Faz apresentações de poesia ao vivo desde anos 1990. É autor dos livros de poesia Amphibia (Portugal, Cosmorama, 2009), Corpo sutil (2005), Tortografia, com a artista visual Eliana Borges (2003) e Cinemaginário (1999) – todos publicados pela Iluminuras.
Na área de poesia sonora, gravou o CD Ladrão de fogo (2001, Medusa) e o livro-disco Sonorizador (Iluminuras, 2007). Em 2010 ganhou o prêmio Petrobrás Cultural, com bolsa para concluir seu livro de etnopoesia Curare, previsto para ser publicado em 2011 pela Iluminuras.